Lucro líquido ajustado de R$ 1,32 bilhão apenas no 2º trimestre de 2025, um crescimento de 16,6% em relação ao mesmo período do ano passado
Plano de investimentos de R$ 59 bilhões para o período de 2019 a 2029, sendo que 60% já está realizado ou contratado.
Esses investimentos garantem expansão, modernização e maior participação no mercado, além de retorno via aumento de receita tarifária.
imagem: Rede Amazônica
Em 2020, o Amapá ficou 22 dias no escuro, deixando cerca de 800 mil pessoas sem serviços básicos. A energia voltou de forma gradual, em sistema de rodízio, até ser normalizada em 24 de novembro. Durante a crise, a Eletrobras, via Eletronorte, assumiu o suprimento emergencial com geradores térmicos para garantir o atendimento à população.
imagem: Reprodução/Google
Em 2017, a Celg-D foi comprada pela Enel e transformou-se na Enel Distribuição Goiás. Desde então, relatos apontam que produtores agrícolas perderam colheitas por falhas e cortes de energia, o que impacta diretamente na subsistência das comunidades e na rotina urbana.
imagem: Agência Brasil
Desde 2023, usuários enfrentam apagões recorrentes, causados por falhas da Enel. A concessionária cortou investimentos, dispensou trabalhadores e, simultaneamente, obteve lucros elevados. Enquanto isso, milhões passaram dias sem luz, enfrentando queda no fornecimento e prejuízos econômicos e sociais, especialmente em áreas mais vulneráveis.
É por isso que a campanha “Esse Trem É Nosso”, organizada pelo Sindieletro-MG, simboliza a resistência do povo mineiro contra o desmonte do patrimônio público. Hoje, essa luta se intensifica diante da tentativa do governo Zema de privatizar a Cemig e a Copasa, empresas estratégicas que garantem serviços essenciais para milhões de pessoas.
Essa proposta não tem respaldo popular. No Plebiscito Popular de 2024, mais de 300 mil mineiros foram consultados e 95% disseram não à privatização das estatais. A população sabe que energia e água não são mercadorias: são direitos fundamentais que asseguram educação, saúde, trabalho e vida digna.
As privatizações trazem consequências já conhecidas: tarifas abusivas, queda na qualidade do serviço, exclusão das famílias de baixa renda e perda de transparência. Além disso, colocam em risco empregos, direitos trabalhistas e o desenvolvimento regional, principalmente em áreas afastadas, onde o investimento privado não chega.
Por isso, privatizar é retroceder; manter o controle público é garantir que a energia e a água permaneçam a serviço do povo mineiro!
Sindieletro-MG e Sindágua-MG estão juntos na luta contra a privatização da Cemig e da Copasa e em defesa dos trabalhadores.